Hayato olhou-o com expectativa e gratidão, e o sorriso de seus olhos prendeu Kazuo à outras dúvidas. Não poderia dizer que tornariam a se encontrar, por mais que quisesse fazer parte parte de sua vida…
Como os pais reagiriam ao retorno do filho? Seus pais censurariam ter passado o final de semana com um homem desconhecido? Que atitudes tomariam quanto ao colégio? Levariam Hayato para longe ou simplesmente seria negligenciado como criança e individuo?
- Oono Hayato estará de kimono branco diante do altar! - Koji.
As palavras ditas pelo rapaz pouco mais alto do que Hayato surpreenderam-nos da bicicleta que passou por eles e parou. Kazuo notou o companheiro intimidado e constrangido.
- Quem é este, Hayato-kun? - Kazuo.
- Esse é o Koji-chan… Koji. - Hayato.
- Ah! Rikai.
- Quem é este, Hayato-kohai? É koibito de Hayato? Então realmente é estranho! - Koji
Kazuo deu um passo à frente, mostrando sua presença à ambos, para que Hayato não se sentisse só.
- Ei, masukaji! Como se alguma garota se interessasse por esse projeto de minhoca que leva entre as pernas!
Koji ficou vermelho de raiva quando diversos alunos escutaram o dito, e que aquele desconhecido defendia seu amigo de infância. Desapareceu rapidamente com sua bicicleta, do modo que Hayato sabia que ficaria incomodado por dias. Poderia até dizer que não seria importunado por Koji tão breve, ou pelos colegas num futuro próximo, já que no final das contas muitos também haviam escutado sobre si. Sentiu sobre os ombros um calor suave, e a jaqueta de Kazuo que lhe cabia quase como uma capa.
- Estava arrepiado agora. Gomenasai, Hayato-chan, por fazê-lo passar frio nessa manhã. Agora vá estudar. Faça seu melhor. - Kazuo.
De cabeça baixa o rapaz seguiu juntamente com os estudantes e Kazuo acendeu um cigarro ao seguir o caminho. Estava realmente frio, e tinha prova, assim como também prometera ir à casa de Oono Hayato.
Mas reprovaria, tinha certeza, se faltasse. Teria futuro com Hayato ou com a vida acadêmica? Seriam os pai como os seus, uma versão adulta de Koji? Valeria à pena ir à prova, tão distante, e retornar à casa de Hayato, e então finalmente ir trabalhar e à sua casa? Quando o pai de Hayato iria ao trabalho, tão cedo? Quando retornaria? Se fosse à noite conseguiria pegar ao menos o último metrô para casa?
Procurou o endereço e encontrou a casa, sem dificuldades, quando o senhor Oono saía de terno e pasta na mão.
- Oono-senpai. - Kazuo.
- Hai.
- Sou Iwasaki Kazuo. Oono Hayato estava comigo quando saiu de casa. Hajimemashite, Oono-senpai.
O rosto do senhor Oona rapidamente tornou-se rubro ao notar na presença de quem se encontrava, e sua voz demonstrou toda a irritação rispidamente.
- Como ousa seduzir meu filho, uma criança, e vir à minha casa, yarô! A família Oona não tem nada com você, e não é estranha. Portanto desapareça.
- Vim para falar de Oono Hayato, senpai. Conheci-o apenas sexta-feira, quando vandalizava meu edifício, alcoolizado e confuso. Cuidei-o e não pude deixa-lo por conta de si. - Kazuo.
- Quer um reconhecimento então, por tê-lo cuidado. Pois aqui está!
Kazuo sentiu-se profundamente ofendido por ter dinheiro jogado aos pés por algo que não fizera como obrigação. Mais irritado ainda por vê-lo ofender quem estava ausente, e que tinha apreço, ao tratar Hayato por objeto.
- Não ouviu-me? Vá embora, agora! - Oono.
Kazuo caiu de joelhos na calçada, descendo o rosto à calçada para falar ao homem estúpido, subjugar a si por Hayato.
- Senpai, tanomu, para o bem de Hayato-kun. Deixei-o na escola hoje. Ele está ansioso por retornar para casa.
- Hai, hai. Para o bem de meu filho, você o tornou um hen’na, um estranho!
- Shite kudasai! Imploro que possamos conversar em privacidade. Não desejo expor a família de Hayato-kun!
- Otto-san, shite kudasai, vamos ouvi-lo. Podemos ter interpretado mal o musuko Hayato-kun.
Com a intervenção da esposa e mãe puderam entrar para a conversa, mas Kazuo não passara de dois passos no interior da casa, e prostrou-se novamente de joelhos no chão.
- Hayato-kun se encontra em dificuldades, e confuso. Imploro que sejam compreensivos, e o aceitem. Hayato-kun é uma boa criança, e o que faz não é para envergolhá-los. - Kazuo.
- Você não compreende? Um rapaz gostar de outros não é correto! É inaceitável! - sr. Oono.
- Hayato-kun sempre foi um bom rapaz, e é estudioso. E pensar que tínhamos tanta expectativa quanto a ele… - sra Oono.
- Vocês são os pais de Hayato-kun! Devem prezar por sua boa criação, e apoia-lo naquilo que decide! É obrigação os pais guiar o filho! - Kazuo.
- Não venha dizer-me as obrigações de pai! A Hayato nunca faltou nada, e investimos em sua educação e em seu crescimento… A ingratidão de Hayato-kun… não trará mais desgraça e vergonha para essa família!
Kazuo olhou o pai e a mãe. O pai não ousava olha-lo ajoelhado diante de si, e a mãe passara chorar como parecia fazer há dias. Se era assim que se comportavam na ausência de seu filho e de um estranho que por ele falava, o que seria feito de Hayato quando estivesse novamente em casa? Desprezado a toda força por seus pais, ou… o que Hayato-kun faria quando visse assim seus pais? Sairia e conseguiria bebidas novamente, ou provaria outras drogas?
- Oono-senpai, summimasen. Gostaria de ter Hayato-kun comigo, como filho. - Kazuo-chan.
- Como se atreve a dizer isso, de Hayato-kun, na presença de sua mãe, e do pai! Hen’na!
- Está errado, Oono-senpai! Diz que Hayato-kun trás desgraça e vergonha, que é ingrato de ter investido nele! Não deve portanto pagar por mais desgosto que possa ter. Hayato-kun pode ser livre para viver a vida que julgar melhor! Diga o preço! Diga o preço para que Hayato-kun possa viver em sua casa, para que ainda seja desta família, até atingir a maioridade!
- Você quer… Quer comprar nosso filho? - sra. Oono.
- Hai. Este é um modo de se dizer!
- Deteike! Retire-se desta casa imediatamente. - sr. Oono.
- Diga o preço, Oono-senpai! Aquilo que Hayato-kun possa gastar, eu pagarei!
- Deteike!
Kazuo levantou-se, e curvou o corpo em cumprimento de despedida.
- Eu, Iwasaki Kazuo, me comprometo. Enviarei mensalmente um valor para que nada falte a Hayato-kun, como seu irmão mais velho. Quando ele não depender mais dos responsáveis, eu, Iwasaki Kazuo, virei buscá-lo para que viva comigo. Deste modo Hayato-kun não deixara estará em débito ou trará vergonha à essa família!
Levantou o corpo em seguida, retirando-se e deixando aberta a porta após sua passagem. Pensava por que os pais preferiam o orgulho ao contrário da alegria dos filhos, e era algo que não compreendia e que tentava não julgar, não tinha filhos. Acendeu outro cigarro. Era próximo ao meio-dia e o dia aquecia um pouco mais. Quando chegou à faculdade era horário de saída, e preferiu não entrar para implorar uma nova prova. Estava cansado de implorar. Seguiu para casa. Almoçou só, e partiu para o trabalho invés de assistir o jogo na tv. Encerrou cedo, e seguiu para casa. No sofá de dois lugares ainda havia uma coberta, e algumas bananas e pêras na pia. Deitou-se e dormiu. O dia fora mais exaustivo do que toda uma semana de trabalho e faculdade.
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Rikai
Compreendi. Entendi.
Koibito
Amante.
Masukaji
Punheteiro.
Hajimemashite
Prazer em conhece-lo.
Tonamu
Imploro.
Hen'na
Pervertido.
Pervertido.
Shite kudasai
Por favor.
Musuko
Filho.
Deteike
Saia, verbo.
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